segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Matrículas abertas

A Comunidade Educativa da Escola Pe. César Albisetti comunica aos interessados que estão abertas as matrículas para alunos novos e que as mesmas estarão sendo realizadas de 16 a 23 de janeiro de 2012, na Secretaria da Escola.
A escola oferece a modalidade de Ensino Médio Regular.

Reflexão de Vida



            Quanto mais o tempo passa mais as pessoas mudam seu jeito e sua maneira de ver o mundo. Quer dizer, adolescentes deixando oportunidades passarem, desvalorizando o que pode ter em seu futuro.
 Senhores (as) resgatando o tempo perdido agarrando uma chance que poucos valorizam, adolescentes e até mesmo alguns senhores (as) mais velhos que deveriam se dá respeito e valorizar as grandes oportunidades que tanto aparecem em suas vidas, vem cada vez mais desequilibrando grandes profissionais que estão à sua frente. Na maioria das vezes são mal interpretados por alunos (as) mal vistos pelo estado todo.
            Profissionais que vê no rosto de cada um dos adolescentes e também dos senhores (as) um futuro promissor, algo que possa a vir mudar sua vida merecidamente e também profissionalmente.

Andressa Joana Alves
3º C - 2011

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Passeio nas águas quentes de Poxoréu


 Rigorosíssima! Se forem seis horas a hora de chegar, então serão exatamente às seis. Se alguém chegar um minuto após, não irá entrar. As portas do convento serão fechadas. Segundo Luís Sérgio, Guilhermina é muito rigorosa com seus iniciados, zelando pela disciplina do convento com mãos de ferro. Certo dia 28 de outubro ela saiu em passeio com seus pupilos. Foram às Águas Quentes de Poxoréu, que ficam à esquerda da MT-130, sentido Poxoréu/Primavera do Leste, a aproximadamente dez quilômetros da rodovia, em boa estrada de chão escascalhado. Na saída do colégio, ela advertiu a todos de que o retorno seria às seis horas da tarde e que não gostaria de ter qualquer dissabor nesse sentido.
E assim partiram.
Segundo o plano previamente elaborado pela direção, o ônibus não iria passar em frente à casa de ninguém. Antes de partir, havia a dúvida se a turma iria de ônivião ou de metrovião; se passaria por cima, ou por baixo das casas. A assessoria de comunicação fez beicinho diante do comentário travesso do menino. Isso causou preocupação. Brincadeira tem hora e tem gente que não gosta, principalmente os mais sérios. Mas o sorriso da assessoria que veio logo depois do biquinho trouxe a paz de volta ao rebanho. Afinal a turma não estava saindo para um recanto de orações. Portanto, era preciso que alguém com seriedade e responsabilidade fosse junto para garantir que até nas brincadeiras e diversões houvesse limites.
E assim partiram.
Parava aqui, parava ali, parava acolá. Depois de várias paradas para o recolhimento da turma, finalmente deixaram a cidade, que foi ficando cada vez menor, até sumir na traseira do velho ônibus escolar da Prefeitura, que fora gentilmente cedido para levar a turma ao passeio nas Águas Quentes de Poxoréu. Não era um transporte muito confortável, mas os meninos e as meninas deveriam ficar muito felizes. A gente não deve olhar os dentes do cavalo dado; deve agradecer. Então, desde a saída da escola, todos disseram muitos obrigados pelo presente.
E assim partiram.

A chegada às águas quentes

 
Guilhermina ia logo à frente, em um dos primeiros bancos do ônibus. Discretamente, volta e meia dava meia volta e volvia um olhar para os seus pupilos. Queria deixar claramente estabelecido que apesar de estar dando certa liberdade, a guarda estava alerta e de olhos bem abertos sobre todos. Às suas costas os meninos cantavam animadamente os hits do momento, em parceria com uma caixa de som que levaram para animar o passeio. As caixas de som estão fazendo muito sucesso hoje em dia. Elas vêm com suporte para os chips que dispensam os velhos discos, fitas e CDs. No nosso caso, ss cantores deixavam muito a desejar, mas como não estavam apresentando nenhum espetáculo, ninguém se incomodava. E depois, a caixa afinadíssima e em alto volume, cobria todas as falhas dos cantores, os quais nem ouviam as reclamações dos que não cantavam e nem se encantavam com o que os demais cantavam.
E assim partiram.
As águas quentes de Poxoréu, não ficam longe de Poxoréu. E entre conversas que vão e conversas que vêm ei-las que surgem em uma das curvas do caminho. A turma estava no ápice da agitação. Mas Guilhermina tratou logo de jogar uma baldada de água fria sobre os mais afoitos para acalmá-los. A meninada deveria se comportar, não demonstrando grande entusiasmo pelo lugar, ficando quietos enquanto o comando da tropa tentaria negociar um abatimento nas entradas. Deveriam dizer à gerente do lugar que na verdade desejavam ir para as Águas Quentes do Concorrente, também chamada pelos vizinhos de Águas Quentes de Primavera.
E assim chegaram.

As águas quentes de Poxoréu


A negociação foi fácil. Demorou poucos minutos. A turma logo percebeu que tinha dado certo e já começou a descer e caminhar para a entrada do lugar. Nem esperaram o toque do sino de todo dia, de Dona Maria do Sino. Mas também ela não tinha levado o sino. No lugar do sino ela levou um grande guarda-chuva. Segundo ela, o guarda-chuva era para ser um trocador de roupa, caso nas tais “Águas Quentes” não houvesse um local adequado para se trocar a roupa molhada na hora de ir embora. Dona Maria do Sino sempre foi muito metódica, seguindo à risca as ordens superiores. Na escola, só falta o toque do sino quando o sino some. Mesmo assim, ela improvisa. Um outro dia ela apareceu na porta da sala dos professores tilintaliando um molho de chaves. “Que é isso Dona Maria?”, perguntaram-lhe. “É o sino!”, disse ela. “O sino sumiu, mas já está na hora de começar as aulas”, concluiu.
E assim chegaram.
As águas quentes não são tão quentes. São agradáveis. As piscinas têm fundo de areia branca. Tem as mais rasas para as crianças e os mais velhos que passaram pelas piscinas da vida sem aprender a nadar. E tem as piscinas mais fundas, para os maiores caminharem e para os nadadores nadarem. Uma das piscinas é sombreada por grandes e lindos buritizeiros; as outras são cobertas apenas pelo sol.
E assim chegaram.

As cabaninhas


Há quiosques e muitas mesas espalhadas pelos bosques das Águas Quentes. Enquanto um grupo permanecia em uma das cabaninhas, o restante da turma foi se espalhando pelo local e ocupando as instalações. De repente começaram a retornar. Marimbondos? Abelhas? Formigas? Cadê Guilhermina com seu bastão protetor? Será que ela se distraiu. Não! Ela vem atrás de todos, protegendo a turma das ferroadas quentes e ardentes da gerente do lugar. Na verdade, as mesas poderiam ser usadas por uma pequena quantia, equivalente a mais ou menos uma entrada e meia. Foi esse aviso, pregado nas mesas que vez o rebanho recuar. Não adiantava ter negociado um abatimento nas entradas se agora tivesse que devolver o abatimento para pagar a locação das mesas.
E assim chegaram.

A ocupação da área


Enquanto a turma se acomodava, a Assessoria de Comunicação da escola chegou com a informação de que o lugar estava por conta do nosso pessoal. Podia-se usar de tudo, inclusive as mesas, que não seriam cobrados extras. Legal! Mas já era tarde. O povo já estava chegando à piscina mais longe e mais funda: a da sombra dos buritis. Outros já estavam começando um animado vôlei de praia. A caixa de som já zunia em alto e sonante som e alguns dos organizadores do almoço já começam a se mobilizar para ascender o fogo na churrasqueira, cortar as verduras para a salada e o vinagrete e tudo o mais.
E assim chegaram.