terça-feira, 26 de dezembro de 2017

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Outra vez é natal

Outra vez é natal
Izaias Resplandes de Sousa
E então, outra vez é natal.  Para nós, na verdade, isso não é novidade.  Sabemos que todo dia é natal, porque todo dia Jesus nasce no coração de alguém, para dar a esse alguém a salvação de seus pecados.



A Bíblia diz que Jesus veio ao mundo com a missão de salvar o seu povo dos pecados deles. Mas também nos diz que a salvação foi ampliada para todos aqueles que o receberam.
Receber a Jesus é permitir que ele nasça, cresça e reine em nossos corações.
Jesus veio ao mundo para ser Salvador, Senhor e Rei. Quando falamos em receber a Jesus, estamos falando em recebê-lo nessas três dimensões.  Recebê-lo como Salvador.  Recebê-lo como o Senhor.  E recebê-lo como Rei.
Normalmente, as pessoas não sentem a necessidade da salvação por que elas pensam em salvação material, como por exemplo, a salvação de uma enfermidade, a salvação de uma tristeza, a salvação de perder alguém que se ama, a salvação de um casamento, a salvação de um acidente e tantas outras.  Mas pouca gente pensa na salvação da alma, que é justamente a parte mais importante na composição do ser humano.
Nós somos almas.  Quando Deus soprou o fôlego de vida no homem que criara, o mesmo foi feito alma vivente.  O corpo nada mais é do que um casulo para a alma e o espírito.
Quando nossa vida chega ao fim na terra, o nosso espírito retorna para Deus, o nosso corpo volta novamente a ser o pó da terra, de cujo material foi feito.  E o que sobra é a alma.  E a alma é realmente tudo o que importa.  É a alma que precisa ser salva, por que é a alma que poderá ir para o céu e entrar no gozo preparado por Deus, como também é a alma que poderá ir parar no lago que arde com fogo e enxofre, de que fala o livro do Apocalipse, onde haverá choro e ranger de dentes, onde o sofrimento é de tal grandeza que a Bíblia diz ser este lugar o equivalente a uma segunda morte.


Então, meus queridos… Jesus veio ao mundo para trazer o céu de Deus aos homens pecadores, entre os quais todos nós estamos.  Sim, porque todos pecaram. Todos foram destituídos da glória de Deus. Todos carecem do favor divino para poder gozar a vida eterna no céu.


A vida eterna, que o nascimento de Jesus proporcionou a todo aquele que nele crer, continua disponível enquanto a pessoa viver.  Após a morte, no entanto, cessa essa tão rica oportunidade de salvação. A salvação é para as pessoas que têm condições de decidir se a querem ou se não a querem.  E essa decisão somente pode ser tomada enquanto a pessoa estiver respirando.
Há muita gente imaginando que poderá tomar essa decisão depois que deixarem esta vida, mas não poderá.  Após a morte virá o juízo de Deus. E quanto a morrer, ainda que nem todos nós morreremos, porque alguns dos de nós, que estivermos vivos seremos transformados quando da vinda de Jesus. Mas, se nem todos morreremos, o certo é que transformados seremos todos. Tanto os que estiverem vivos, quanto os que estiverem mortos por ocasião da segunda vinda de Jesus. Todos serão transformados em seres espirituais, porque o Reino de Deus não é para sangue e carne, mas para seres espirituais.
O calendário greco-romano que atualmente se usa no mundo ocidental e também em alguns países do mundo oriental, estabelece que Jesus nasceu em 25 de dezembro. Mas isso não é importante.  O dia que Jesus veio ao mundo é muito importante do ponto de vista do significado desse dia para a humanidade, mas significa muito pouco do ponto de vista material, porque Jesus foi apenas um receptáculo para a encarnação física do Deus unigênito, eterno é imortal.



Jesus é o Verbo de Deus que estava lá no início do mundo criando-o. Jesus é a voz de Deus que tornou o mundo uma realidade.  Jesus é o criador. Jesus é a palavra criadora. Tudo foi criado por ele e sem ele nada do que foi feito se fez.
Jesus é Deus.  E sempre existiu.
Sempre que uma pessoa se arrepende de seus pecados, que reconhece a sua rebeldia para com Deus, que reconhece que não tem colocado Jesus no ponto mais importante de sua vida, tal pessoa experimenta aquilo que nós chamamos de novo nascimento.  E esse novo nascimento é proporcionado pela pessoa de Jesus.


A Bíblia diz que aqueles que receberam Jesus nas três condições que já anunciamos, como Salvador, Senhor e Rei, tais pessoas foram feitas por Deus filhos, filhos de Deus. Não filhos nascidos pela vontade da carne, pela vontade do sangue, pela vontade do homem, mas filhos nascidos pela vontade de Deus.


Sempre será natal para as pessoas que conseguirem passar por este novo nascimento, por que o Espírito de Cristo estará presente nesta pessoa, transformando-a, realmente, em uma nova criatura.



Aquele que tiver nascido de novo, que tiver o Espírito de Cristo e que viver segundo os exemplos que Jesus deixou, esse será um novo ser, essa será uma nova criatura.  E o seu viver já não será para ele mesmo, mas será para agradar a pessoa do seu Senhor, Salvador e Rei.
Outra vez é natal? Para quem será o natal dessa vez? O natal será para você, será para mim?  Para quem será?  Para quem Jesus irá nascer?

A verdade é a seguinte.  Jesus somente poderá nascer para aquela pessoa à qual ele ainda não nasceu.
Nós acreditamos que Jesus já tenha nascido de fato em nossos corações.  Mas talvez mais importante do que pensar sobre o significado do natal e sobre para quem será esse natal... O mais importante talvez seja fazer uma avaliação para verificar se de fato nós estamos vivendo segundo o Espírito de Cristo, praticando as coisas que ele ensinou, direta ou indiretamente.  Porque, se ainda não estamos praticando as coisas que Jesus ensinou, se estamos apenas pregando o novo nascimento para os outros, se apenas estamos lendo a Bíblia, se apenas estamos indo à igreja, se apenas estamos carregando a Bíblia debaixo do braço, se apenas estamos fazendo de conta que somos crentes e discípulos de Jesus, então talvez, realmente, devamos estar pensando na mensagem desse natal, como sendo uma mensagem para nós.

Jesus fez uma transformação tão grande nos parâmetros da salvação, que fez com que sua mensagem não fosse compreendida pelas pessoas de seu tempo.
Naquele tempo se imaginava que a salvação era apenas para os judeus, porque Deus havia escolhido os judeus para ser o seu povo.  Mas é claro que isso nunca foi a intenção de Deus.  Os judeus deveriam ser no espelho para as demais nações, deveria ser um exemplo para que as demais nações seguissem.  Mas eles infelizmente falharam e não conseguiram iluminar o caminho das nações, as quais continuaram perdidas, andando segundo seus próprios pensamentos, segundo os seus achismos, segundo suas filosofias e crendices particulares.  


E então o homem Jesus nasceu. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós.
E ele veio o mundo para dizer que a salvação de Deus havia chegado para todos.  Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna.
Diz a Bíblia que Deus não tem prazer na morte de ninguém.  Diz a Bíblia que Deus não faz acepção de pessoas.  Diz a Bíblia que Jesus não retarda a sua vinda como alguns a julgam demorada, mas que, muito pelo contrário, vivenciamos o tempo da paciência de Deus, porque ele não quer que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao conhecimento da verdade e sejam salvos.


Portanto, meus queridos, outra vez é natal.  Nunca deixou de ser natal.  Enquanto o juízo de Deus não chegar para  humanidade, sempre será natal para aquele que desejar receber o perdão de seus pecados e viver a eternidade na alegria e companhia de Jesus e dos demais filhos de Deus, sem sentir as dores, as tristezas, sem chorar, sem lembrar-se de coisas ruins, eternamente felizes.
Essa é a mensagem que temos para o dia de hoje e também para todos os dias da existência humana, porque sempre será natal enquanto houver uma alma sequer precisando da salvação de Deus.
Portanto, feliz natal para aquele que já tem experimentado a alegria, o prazer e a satisfação do novo nascimento em suas vidas.
Que Deus nos abençoe.
Poxoréu, MT, 20 de dezembro de 2017.

Izaias Resplandes de Sousa

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Vovô, eu te amo muito!

Vovô, eu te amo muito!


Foi assim que o meu neto Davi, me cumprimentou nessa manhã! E me abraçou e me beijou. Como não emocionar! Como não sentir que esse será um dia de bênçãos muito mais do que especial!

A verdade é que todos os dias são portadores de bênçãos. Muitas e incontáveis bênçãos! Cada uma melhor do que a outra! Mas, agora, aproveite o ar! Respire fundo, porque hoje será um dia fantástico! Hoje faremos a colheita das últimas bênçãos deste ano. E quero te convidar para colher principalmente aquelas de janeiro, fevereiro, março... Aquelas dos meses passados, você não se lembra? Aquelas que não foram colhidas, aquelas que ficaram para trás e que não conseguimos trazer para casa, porque estávamos com os braços cheios e não tínhamos onde por. Então! Hoje é dia de colher e compartilhar as bênçãos poupadas, que nos foram dadas para serem dadas e que não tivemos a oportunidade de dar em tempo oportuno.

Quero testemunhar a respeito de uma prova difícil e das bênçãos que essa prova me tem proporcionado. Refere-se ao meu filho Ricardo. Quem já sabe de tudo o que aconteceu conosco, também pode testemunhar. Nossas vidas são transparentes. Que Deus possa ser glorificado por meio delas!

No início de 2010, meu filho foi diagnosticado como tendo um angioma cavernoso se desenvolvendo no topo de seu tronco encefálico, na região do mesencéfalo. Bem no centro da cabeça. Não é uma doença. O angioma é um órgão extra. Conforme o lugar em que ele se desenvolve, não há nenhum risco. Já viram algumas pessoas com um sexto dedo nas mãos? É parecido com essa situação. No caso de meu filho, o angioma surgiu em um lugar onde não há espaço físico para ele crescer. Mas, como todo órgão do corpo, ele também foi crescendo, mesmo com as dificuldades topográficas de sua localização. O neurocirurgião que cuida de Ricardo diz que ali é como se fosse a alma dele, porque aquela é a região de tudo o que liga o corpo ao cérebro. E qualquer lesão ali provoca sequelas na pessoa.

E então, depois de muitas lutas, Ricardo foi operado em 31/03/2010. Na ocasião, a equipe médica fez o seu melhor. Não pode retirar todo o angioma, para evitar sequelas, mas Ricardo ficou muito bom, com pouquíssimas sequelas. E durante esses quase seis anos, de lá para cá, ele teve uma vida normal, estudando, trabalhando, amando, participando das atividades da igreja e da vida.

Ricardo é um rapaz muito especial. É generoso. Para ele, tudo está bem. Quase não reclama de nada. Nem mesmo das dores que sente. É um moço que só contribui para que nós possamos ser uma família feliz.

Mas então ele chegou para nós e nos pediu para fazer novos exames, nova ressonância magnética para ver como ele estava, porque ele vinha sentindo fortes dores de cabeça e os analgésicos não estavam surtindo efeitos. Destaque-se: Ricardo é farmacêutico. Acreditamos que estava tomando os remédios que entendia ser adequados para tirar as dores que estava sentindo.

E assim chegamos em Goiânia. Procuramos o mesmo médico que fez a cirurgia anterior. Ele é considerado um dos melhores profissionais da neurocirurgia do Brasil. Uma nova ressonância foi realizada, revelando as nossas preocupações: o angioma voltara a crescer. Ricardo precisaria ser operado novamente.

Ficamos sem palavras! Naquele momento, percebendo a nossa impotência diante do problema, o médico nos disse que não haveria pressa; que não precisávamos fazer a cirurgia imediatamente; que poderíamos esperar mais algum tempo, lá para janeiro ou fevereiro. Mas também nos disse que a cirurgia precisava ser feita, para evitar que o cavernoma, continuando a crescer, não viesse ser perfurado como fora em 2010 e provocasse novas lesões na região, que poderiam alterar as funções normais do corpo.

Então nós entendemos que não podíamos esperar. Não queríamos correr os riscos do agravamento da situação, sem a perspectiva de regressão.

E então decidimos fazer a cirurgia. Pedimos um orçamento... No princípio a previsão era de 40 mil, mas ao fim, ficará em 60 mil reais. Não dispomos desse dinheiro. Mas não temos dúvidas que vamos conseguir levantá-lo. Cremos em Deus. Somos cristãos. Servimos àquele que é dono do ouro e da prata. Fazemos parte da família de Deus. Somos seus filhos e cremos que seremos socorridos em nossa necessidade. Se tudo der certo, Ricardo será operado dia 5 de janeiro de 2016, a partir das 8 horas da manhã. Será uma cirurgia longa. O médico disse que não fará mais nada nesse dia, dedicando-se integralmente à realização do procedimento. Por várias vezes, falou-me sobre a delicadeza dessa operação. Sabendo que somos pessoas que vivem pela fé, pediu-me que orássemos por Ricardo, mas que também orássemos por ele.

O pedido do médico me pareceu muito especial. Muitos médicos pensam que são deuses e que podem fazer milagres nas vidas de seus pacientes. Não compreendem que são apenas instrumentos nas mãos do Médico dos médicos. Graças a Deus, o médico do Ricardo sabe qual é o seu lugar nessa operação. Peço que sejam replicadas orações a Deus em seu favor.

Esse é o começo da nova história. No que tange ao financeiro, a situação não é muito diferente daquela de 2010, quando fomos socorridos.

Eu me lembro de tantas coisas que aconteceram naquela época. Lembro-me das diversas vezes em que as pessoas me estenderam as suas mãos para me entregarem os seus presentes, o seu amor, o seu carinho, a sua generosidade. Alguns mais, outros menos. Todos muito importantes e necessários.

Alguns podem pensar que eu não preciso de ajuda. Mas quero dizer, com toda a humildade, que estão errados. Eu preciso e muito do amor de cada um de vocês. E recebo o presente de cada um, com um coração agradecido, não importa o valor e o tamanho de sua graça em meu favor. O que mais conta é o gesto e atitude amorosa de cada um.

Nós julgamos que as pessoas com muito dinheiro sejam pessoas muito ricas. E pode ser assim, mas não é a quantidade de dinheiro que define a riqueza de alguém. Uma pessoa pode ter muito dinheiro e mesmo assim ser muito pobre. E pode ter pouco dinheiro e, em contrapartida, ser uma pessoa muito rica.

A riqueza de uma pessoa sempre será medida pelos seus gestos de amor para com os outros. As riquezas da terra vêm e vão. Os seus gestos de amor, de entrega e de doação são as riquezas eternas que formam, no céu, os seus verdadeiros tesouros, que não podem ser consumidos nem pela traça, nem pela ferrugem, nem por qualquer outro meio.

Jesus conta a história de um fazendeiro que teve uma grande colheita em determinado ano, de sorte que não tinha lugar para colocar os mantimentos. E então disse que destruiria todos os seus celeiros e construiria outros maiores. E aí diria à sua alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus. Lucas 12:19-21.

Já o apóstolo Paulo, escrevendo aos Coríntios, falou a respeito de um grupo de irmãos da Macedônia, considerados terrenamente pobres, usando as seguintes palavras:

Irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus dada às igrejas da Macedônia; como em muita prova de tribulação houve abundância do seu gozo, e como a sua profunda pobreza abundou em riquezas da sua generosidade. Porque, segundo o seu poder (o que eu mesmo testifico) e ainda acima do seu poder, deram voluntariamente. Pedindo-nos com muitos rogos que aceitássemos a graça e a comunicação deste serviço, que se fazia para com os santos. E não somente fizeram como nós esperávamos, mas a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor, e depois a nós, pela vontade de Deus (2 Coríntios 8:1-5).

Tanto para a realização da cirurgia de 2010, como para essa nova cirurgia, tenho recebido doações de pessoas com mais e com menos riquezas. Alguns, com menos, que talvez até estejam precisando de ajuda para sobreviver, tem me pedido para aceitar a sua oferta de amor. E é claro que isso me emociona muito, porque eu sei que qualquer quantia que tais pessoas abrirem mão, lhes fará falta. Mas, com o coração muito grato eu tenho recebido todas essas doações, sejam grandes ou sejam pequenas, porque o amor de alguém por outrem, não é medido pelo valor da sua oferta, mas por tudo o que esteja envolvido em seu gesto.

De minha parte, Deus já me disse tantas vezes que todas aquelas bênçãos que Ele me dava e que excediam às minhas necessidades, não eram exatamente para que eu as colocasse em depósito, ou para que esbanjasse de uma ou outra forma. Aquelas eram as bênçãos que ele confiava em minhas mãos, para que eu as entregasse àqueles que tivessem necessidade delas. Ele já me disse, pelas suas ações que Ele é bom e generoso e que seu desejo é que cada um de seus filhos também seja bom e generoso, mas sem passar necessidades. E por isso, toda vez que ele nos abençoa, eu extrapola o que pedimos, para que possa sobrar das nossas necessidades, um tanto a mais, a fim de que possamos exercitar as nossas virtudes de amor, bondade, generosidade e fraternidade.

A medida de Deus é desmedida. E seu desejo é que o imitemos.

Jesus disse: “Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo”. Lucas 6:38.

E o apóstolo Paulo acrescenta: Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados (Efésios 5:1).

Obrigado a todos os que têm orado por nós, pela operação de meu filho Ricardo e pelo médico que fará a cirurgia. Temos certeza de que tudo dará certo. Temos fé nisso. Entendemos que não pode ser diferente, porque é Deus quem estará no controle. Pensamos como Davi. Ele disse de Deus: O norte e o sul tu os criaste; Tabor e Hermom jubilam em teu nome. Tu tens um braço poderoso; forte é a tua mão, e alta está a tua destra. Salmos 89:12, 13.

No entanto, seja o que for e como for, em tudo seja feita a vontade de Deus, a quem louvamos e honramos para sempre. Amém.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Viva o professor!

Viva o Professor!

Viva o  professor!

Prof. Izaias Resplandes


Antes de dizer tudo o que eu vou dizer depois, eu quero dizer uma coisa muito importante, já que muitos vão ler apenas as primeiras linhas dessa redação e não vão chegar até o grande final, onde eu vou repetir o que digo agora: Ainda que muitos pensem o contrário, de professor para professor, eu te digo: vale a pena ser professor. Se tivesse outra vida, eu faria de novo o mesmo percurso, porque eu sou o que sou. Eu sou professor e amo ser professor. E quero te cumprimentar por também ser e amar o que você é: um professor. Parabéns a você, meu colega de caminhada, meu amigo e meu irmão! Feliz dia do professor!


E então é isso. E agora que já disse o mais importante, eu também quero dizer mais umas coisinhas e gostaria que você lesse e também participasse um pouco dos sentimentos e das emoções que estou sentindo agora, vestido e revestido com peles de professor.

Eu sei que muitos de vocês se lembram de que o professor já foi “o cara”! Ele foi uma pessoa de grande importância. Para alguns, era mais que um pai ou uma mãe. Suas palavras eram ouvidas, seus conselhos eram acatados, suas orientações eram seguidas ao pé da letra. Mas, como já disse: o professor já foi o cara!
Prof. Luís Carlos, Prof. Izaias Resplandes, Profª Márcia Nunes,
 Prof. João de Sousa,  Profª Ana Paula Rossini e Profª Rosana Rocha
Hoje, o professor não é mais nada! Nem a própria escola reconhece a importância de seus professores. Outrora, a escola fazia uma festa em homenagem ao professor. Alunos recitavam poesias, liam mensagens. O dia do professor era um dia muito especial. Mas, como disse: o dia do professor era muito especial!

Hoje, o dia do professor não passa de mais um dia. Um dia normal de aulas! Um dia letivo comum. E todo mundo aceita isso com naturalidade. Por que parar? Por que feriar? Já não tem o dia do funcionário público? Então! Vamos feriar no dia do funcionário público e então comemoraremos também o dia do professor.

Na hora de fazer o calendário escolar, a escola tem a prerrogativa de dizer quais os dias que serão letivos, que vão ter aulas e quais os dias que vão ter recesso, que não haverá aulas. No entanto, os próprios professores em função de gestão e de coordenação escolar são os primeiros a puxar o tapete do dia do professor. São os primeiros que alegam que já tem o dia do funcionário público, então porque parar também no dia do professor? Eles esqueceram a resposta. Eles se esqueceram de que se paravam as atividades no dia do professor, porque era o mínimo que a escola podia fazer por ele: dar-lhe um dia de descanso de suas atividades. E é assim que está sendo hoje. Todo mundo esqueceu da importância do professor. Como já disse: o dia do professor não passa de mais um dia!

Profª Alice, Profª Wislene, Profª Saira e Profª Marinalva
E então, o professor já não precisa mais ter o seu dia especial. Se ele for professor funcionário público, comemorará o seu dia junto com os outros funcionários públicos; e se for um empregado comum, que fique do jeito que está. Afinal, o que é que se tem para comemorar? Eu penso que em breve, a escola também vai entender que não há necessidade de se parar no dia do funcionário público também. Para que parar. Já não tem o dia do trabalho, o dia do trabalhador, o dia primeiro de maio! Então! Professor, funcionário público, diretor, secretário, vigia, merendeira e tantos outros profissionais que trabalham na escola são todos trabalhadores. Não precisam de um dia especial para parar de trabalhar. O dia primeiro de maio já basta para todas as comemorações! Como já disse: o professor não precisa de mais um dia!

Profª Adjair Miranda, Diretora da Escola Pe. César Albisetti
Nem todo professor é funcionário público, embora muitos sejam. Mas, o status não é o mesmo, as condições de trabalho não são as mesmas, o stress do dia a dia é muito diferente. O professor é o testa de ferro, é a linha de frente, é a pessoa que resolve, é a face visível da escola. Os outros funcionários públicos da educação, para não generalizar, também têm a sua importância. Eles fazem o trabalho dos bastidores: limpam, guardam, organizam a papelada... Seu trabalho é difícil, mas é um pouco mais tranquilo do que o trabalho do professor. Eles não sofrem a pressão que o professor sofre. Mas, com certeza, eles também merecem ser homenageados. E para isso se pensou no dia do funcionário público, quando todos os funcionários públicos são homenageados. Mas o professor, além dessa homenagem genérica, fazia jus a uma homenagem especial. O professor tinha o seu dia de glória, o seu dia de honra. Mas, como já disse: o professor tinha seu dia de honra!

Profª Marinalva e Profª Wislene
E então! Que mensagem eu vou passar para os meus alunos nesse dia 15 de outubro? Hoje, na véspera do dia, um aluno me disse que amanhã ele não viria à escola em homenagem a nós, seus professores. Já que não tínhamos a coragem de parar no próprio dia, ele não se sentia à vontade de ter que vir à escola cobrar que nós lhe déssemos aulas nessa data. Vários outros alunos me perguntaram se haveria aulas amanhã. E eu, porta-voz da escola, tive de dizer também várias vezes que sim, que haveria aulas, que era um dia letivo normal, que não era feriado, que não tínhamos nada para comemorar e coisas assim. E muitos disseram: mas professor, não é o seu dia! O senhor vai dar aulas no dia do professor? No seu dia? E então, triste e humilhado, sem ter mais o que dizer, eu só pude dizer uma coisa: sim! Como já disse: o dia do professor é um dia normal de aulas!

Profª Leda Lago, Secretária Mun. de Educação
E então é isso. Dia 15 de outubro não é mais nada. Tanto o dia, como o professor também: ambos não passam de um mais nada! Tanto para a sociedade, quanto para a própria escola. Não há respeito, não há glórias, não há valorização, não há reconhecimento, não há parabéns, não há elogios, não há nada, salvo críticas, desprezo, desrespeito e pouco caso. Como já disse: do dia do professor, não há nada para dizer que vá além de tudo o que eu já disse!

No entanto, eu sou eu, homem é homem e rato é um bicho. Não vou ficar de choradeira. Eu nunca fui valorizado mesmo. De que estou reclamando? Durante tantos anos, ganhei uma merreca. Trabalhei em salas de aulas quentes, escrevi em quadros esburacados com gizes duros como pedra. Aguentei as críticas e as humilhações da desvalorização. Eu poderia ter escolhido tantas outras profissões, mas escolhi ser professor. E olhem e escutem bem. Eu não escolhi ser professor porque não tinha outra profissão. Eu tinha. Tornei-me professor, porque alguém me convenceu de que a escola precisava de mim como professor. E fiquei muito feliz com isso.

Prof. José Antônio Vieira e Profª Izabel Vieira
Eu me tornei professor quando ainda nem era professor na verdadeira acepção da palavra. Eu ainda nem tinha concluído o curso de Magistério (em nível de segundo grau, hoje nível médio), quando fui procurado para assumir uma sala de aula como professor regente. Naquele dia, nos anos oitenta do século passado, um diretor me disse que o município de Poxoréu tinha mais de vinte mil habitantes, mas não tinha professores de Matemática. E então, por recomendação de um professor amigo, eu fui convidado para dar aulas. E foi assim que eu me tornei professor. Terminei o Magistério. Fiz concurso público. Ainda me recordo de minha boa classificação naquele concurso. Fiquei feliz demais por ser, então, um professor oficial da rede pública mato-grossense. E vesti a camisa. E somei, diminui, multipliquei, dividi... Quantas e quantas vezes eu me desesperei com a falta de aprendizagem de meus alunos e busquei soluções junto com outros colegas para resolver esse problema.

Prof. Sebastião, Prof. Urano, Profª Débora, Detinha, Profª Emily, Lourdes,
Profª Maria Iva, Prof. Izaias, Prof. Gaudêncio, Prof. Luiz Sérgio, 

Prof. Antenor,
Profª Lenice, Profª Zeny e Profª Adjair Miranda.
Ser professor não é só comparecer na escola e dar suas aulinhas disso ou daquilo. Isso, qualquer um pode fazer. Ser professor é sofrer com a situação da educação brasileira. Ser professor é descabelar em preocupações para encontrar soluções que melhorem a qualidade de vida das famílias que nos entregam seus filhos, como se nós fôssemos “Sassás Mutemas” salvadores da Pátria! Ser professor é crer que os milagres podem acontecer. Ser professor é ter olhos para ver os avanços e progressos de nossos alunos, que outras pessoas não conseguem ver. Ser professor é acreditar que vale a pena trabalhar, até mesmo no dia do professor, porque não existe Pátria, não existe povo, não existe país, não existe gente, não existe humanidade se não houver antes, durante e junto com cada um desses status, um professor para educar e mostrar os rumos a seguir.

Prof. João de Sousa, Dr. Raniere Farias, Profª Sandra Sol, Profª Márcia 
Lorenzon, Prof. Luís Carlos Ferreira, Dr. Volnei Lorenzon, 
Prof. Gaudêncio Amorim e
Prof. Izaias Resplandes
Para os outros, queridos professores, podemos não ser nada. Mas para nós, não. Nós não somos apenas os missionários, nós também somos a própria missão. E tanto o missionário, quanto a missão são importantes. Um não existe sem o outro. Vamos crer que o milagre possa acontecer, como diz o hino. E vamos sonhar com o dia em que as pessoas possam tirar o chapéu para os seus professores e possam cantar para eles uma canção de agradecimento pelas vitórias que conseguiram. Vamos em frente! Ainda há muito por fazer. Enxugue suas lágrimas, lave o rosto, passe uma brilhantina no cabelo, levante a cabeça, assovie uma canção, sorria, seja o palhaço do dia, abrace e abra o seu coração para amar e ser amado. E, por último, me escute: os homens não sabem o que fazem, mas Deus está acompanhando tudo o que você está fazendo e Ele tem uma coroa de honra e de glória para você. Não desanime! Continue na luta. Continue se esforçando por seus alunos, como se eles fossem seus filhos, suas joias e seus tesouros mais preciosos.

Ainda que muitos pensem o contrário, de professor para professor eu te digo: vale a pena ser professor. Se tivesse outra vida, eu faria de novo o mesmo percurso, porque eu sou o que sou. Eu sou um professor e amo ser um professor. 


Viva o professor! Viva eu, viva você, viva a todos os professores desse país!

sábado, 19 de setembro de 2015

Aula de Campo na Gruta dos Currais

A Escola Pe. César Albisetti realiza há vários anos o Projeto Educativo das Aulas de Campo. Tudo é discutido com o corpo docente, com os alunos, os pais são informados e tem a prerrogativa de autorizar ou não a participação de seus filhos.
Antes da partida, os alunos foram reunidos para ouvir todas as instruções a serem observadas na Aula de Campo

O projeto da escola é sério e responsável. Não se trata de uma brincadeira ou de um simples passeio, ainda que, em parte,  também preencha esses requisitos, haja vista que o momento de lazer também é previsto e incluído na programação.
Dois homens do Corpo de Bombeiros de Primavera do Leste foram destacados para dar apoio à Escola em seu Projeto

Neste ano não tem sido diferente. Já realizamos duas etapas do projeto e ainda temos a previsão de mais uma.
Reunião com o Corpo Docente e o Corpo de Bombeiros, antes da partida, discutindo o comportamento  a ser adotado em campo.

Durante todas as etapas já realizadas, tudo saiu a contento e conforme o planejado. Não houve qualquer incidente. Tudo transcorreu em paz. Mas, para não dizer que estamos omitindo informações, sim, na Aula de Campo de hoje na Gruta dos Currais, no bairro Alameda Monchão Dourado, cidade de Poxoréu, tivemos um episódio desagradável, mas não totalmente imprevisível, já que estávamos no mato. Tivemos um encontro com uma colmeia de abelhas europeias que atacou o nosso grupo, assustando um pouco, mas sem produzir graves consequências.

Abelha-Europeia
Chegando ao bairro dos Currais, a profª Maria Iva, da disciplina de Educação Física coordenou uma série da atividades de alongamento e aquecimento. Todos participaram com entusiasmo para se preparar para a difícil caminhada. É claro que ninguém imaginava que iríamos encontrar uma colmeia de abelhas europeias em nosso caminho.
Profª Maria Iva coordena o aquecimento do grupo.

abelha-europeia (Apis mellifera) é uma abelha social, de origem europeia, cujas obreiras medem de 12 mm a 13 mm de comprimento e apresentam pelos do tórax mais escuros. Também é chamada abelha-alemãabelha-comumabelha-da-europa,abelha-de-melabelha-domésticaabelha-do-reinoabelha-escuraabelha-europaabelha-preta e oropa.
A abelha comum ocidental é originária da Ásia e da Europa e foi introduzida na América por ingleses e espanhóis. Vive em colónias permanentes, formadas por uma «rainha» ou «abelha-mestra» (no máximo, e excepcionalmente, duas), obreiras (entre 10 mil e 15 mil) e entre 500 e 1.500 zangãos, que são os machos. As fêmeas diferenciam-se dos zangãos (machos) por possuírem ferrão.
As abelhas vivem em colmeias, que podem ser artificiais ou naturais. Em seu interior, as obreiras usam cera para construir os favos (formados por células em forma de prisma hexagonal), onde armazenam mel e pólen para alimentar tanto as larvas como os insetos adultos.
A rainha ocupa-se exclusivamente de pôr ovos: cerca de 3 mil por dia. Quando a colmeia necessita de uma fêmea fecunda, as obreiras constroem um alvéolo maior, onde são depositados os ovos fecundados. As larvas desses ovos recebem uma alimentação especial e convertem-se em rainhas. Como em cada comunidade só pode haver uma rainha, gera-se uma «disputa pelo poder», sendo as vencidas expulsas da colmeia.
Os zangãos são os elementos improdutivos da colónia, e a sua principal função é fecundar a rainha.
Normalmente, todos os anos, cada colónia libera um ou mais enxames, sempre contendo uma rainha que se instala noutro lugar, com abundância de flores, onde funda uma nova colónia. É assim que a espécie se propaga.
ABELHA-EUROPEIA. Wikipedia. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Abelha-europeia>. Acesso em 19/09/201.
Iniciando o percurso no bairro dos Currais.

A Gruta dos Currais é uma grande caverna, composta de dois salões medianos. Conforme definido no art. 20, inciso X, da Constituição Federal, pertence ao patrimônio da União.
No caminho, uma parada para o registro fotográfico. Afinal, não se sabe quando voltaremos aqui.

A subida não é de fácil acesso. A Gruta fica no alto de um localizado na extremidade leste do bairro Alameda Monchão Dourado, na saída para o Distrito de Aparecida do Leste, MT.
Nosso grupo foi bem significativo, compondo-se dos alunos do 2º ano A, B, C e E. Gente animada e arrojada. 

É preciso ter muita disposição e energia para fazer a caminhada até lá, mas com ceteza é uma experiência inesquecível.

Estar na gruta é estar em um ambiente que demorou muitos anos para ser formado pela própria natureza. É difícil imaginar que seja assim, mas a Gruta dos Currais, em Poxoréu, MT é uma caverna natural.
Prof. Geniel e alunos dentro da caverna

Certamente serve de abrigo para pequenos animais silvestres. Durante essa nossa visita, a Caverna estava guardada por uma Colmeia de Abelhas europeias, que não gostou de ver o seu espaço ser ocupado pelos estudantes da Escola Pe. César Albisetti.
Os professores Luiz Sérgio e Antenor Ferreira puxaram a fila indiana na trilha da Gruta

Ao chegar na Gruta, os alunos foram se organizando para ouvir uma palestra do Prof. Luiz Sérgio, da disciplina de Geografia, sobre as  rochas que compõem a estrutura da caverna.
Prof. Luiz Sérgio falando aos alunos que ouviam atentamente.

No momento em que o Prof. Luiz Sérgio falava sobre as rochas sedimentares teve início o ataque das abelhas europeias.
Momento da palestra, antes do ataque

A primeira picada coube a mim, logo na chegada. Eu estava à frente de todos para fazer os registros fotográficos. Minha recepção na gruta foi sem nenhuma surpresa. Cansei bastante na subida. Cheguei lá em cima esbaforido, mas feliz por ter chegado Logo atrás de mim vinham os alunos Filip, João Júlio, Júlio, entre outros. Não tivemos nenhum contratempo.
Momento da palestra de Prof. Luiz Sérgio, antes da palestra sobre as rochas sedimentares

Na véspera da Aula, os professores Luiz Sérgio, Gaudêncio Amorim e Adjair Miranda estiveram inspecionando a trilha e a caverna. As abelhas não foram detectadas. Ao nosso ver, a casa está metamorfoseada na rocha, de forma que a gente olha e não vê nada.

Na medida que os alunos iam chegando na caverna eles puxavam um pequeno arvoredo para se firmarem. Este se encurvava. E, quando era solto, ele voltava à posição inicial, dando uma raspada na rocha onde as abelhas estavam alojadas. Elas devem ter entendido isso como uma agressão, uma tentativa de destruir a colmeia e, por essa razão desferiram o ataque. A primeira abelha que me picou fê-lo nesse momento. Eu avisei, mas não cheguei a pensar que pudesse haver um enxame ali. Pensei tratar-se de uma abelha isolada. Infelizmente, não era o caso.

É claro que essa é apenas uma tese possível. Não podemos afirmar com certeza que foi isso o ocorrido.

Mas, sendo bem humorado, queremos destacar que apesar da subida ter sido extramente penosa e difícil, a decida foi rápida. Todos ganharam asas e desceram aquela trilha em ritmo de fórmula abelha. Era cada um por si e Deus por todos. O que prevaleceu na descida foi o instinto de sobrevivência. Na subida derramamos muito suor, queimamos muitas calorias.

 Pensávamos na volta, mas como devia dizer o ditado, para descer da gruta dos currais, "toda abelha ajuda"!
Profª Adjair retirando ferrões de abelhas na cabeça de João Júlio.

Após a descida, a Profª Adjair Miranda, Diretora da Escola, providenciou o encaminhamento de todos ao Hospital e Maternidade São João Batista, onde foram atendidos e medicados. Enquanto aguardávamos o atendimento, fomos retirando os ferrões das abelhas. Na medida que fazíamos isso, as dores diminuíam.

Nenhum incidente grave foi registrado e a maioria dos alunos não dispensou o lazer programado para a parte da tarde, o qual aconteceu no Rio Coité, bem próximo à sede do Distrito.

E aí, graças a Deus, a água do rio foi um verdadeiro bálsamo que restaurou a alegria e a paz de espírito de todos.

Com certeza, esse será um dia inesquecível! Uma excelente aula de campo, com toda a sua dura realidade.